terça-feira, 12 de setembro de 2017

Somos realmente um país independente?


Adriano Couto

Semana passada comemoramos os festejos da Independência, segundo a historiografia oficial, nos libertamos do domínio português graças ao “grito do Ipiranga”, ato libertador do príncipe regente e a partir de então somos uma nação livre e soberana... Até que ponto esta afirmação é verdadeira?
Com o grito do Ipiranga, nasceu a dívida externa, onde a Coroa Portuguesa exigiu dois milhões libras estrelinas pelo reconhecimento da independência e como a jovem nação não dispunha de recursos, lá foi D. Pedro contrair empréstimo com a Coroa Inglesa.

Durante o período regencial, nosso país viu-se mergulhado em revoltas regionais, cada qual queria sua independência, em sua maioria, eram populações oprimidas pelas elites locais, herdeiras da administração colonial. Já no governo de D. Pedro II com a Guerra do Paraguai, mais empréstimos tomados junto à Inglaterra. Encerrando este período, dá-se o golpe republicano, onde militares descontentes “convidam” a família imperial a deixar o país, com este episódio, mais uma página de nossa história é virada sem participação popular, uma elite toma o poder da outra.

Na República Velha, as oligarquias paulistas e mineiras dominam o cenário político até a revolução de 30, onde o caudilho Getúlio toma as rédeas, permanecendo 15 anos no poder, mais uma vez, grande parcela da população acompanha de longe o desenrolar da história... Dê-lhe golpe... Em 1964, o golpe civil-militar (outro!) põe fim ao governo Jango e suas reformas bases, pois temia-se, segundo as más línguas, o comunismo. A tomada do poder mergulha o Brasil no contexto global da Guerra Fria, sob a proteção dos Estados Unidos, estando assim a salvo do espectro vermelho. Os brasileiros assistem amordaçados vinte e um anos do regime de exceção.

Convém lembrar que nosso país não tem tradição democrática, aliás, desconhece de fato o que significa a tal da democracia, pois a cada 20 ou 30 anos, sofremos alguma espécie de golpe, intervenção, impeachment. Isso devido as oligarquias que sempre estiveram no poder, quando se vêem ameaçadas, dão um basta no joguinho e derrubam o tabuleiro e tudo isso claro, sempre com as bênçãos do Tio Sam, pois o que seria da elite bananeira nacional se não fosse vassala do imperialismo Yankee? Como já dizia o embaixador Juracy Magalhães “o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil”.

Nos dias de hoje está à frente dos destinos da nação, um grupo que está promovendo o desmonte do Estado, subtraindo garantias fundamentais da classe trabalhadora, além de estar entregando o nosso patrimônio e nossas riquezas naturais, vendendo a nossa soberania, cumprindo a risca a agenda neoliberal ditada pelas potencias capitalistas, isto sem falar nos escândalos de corrupção que vemos na mídia, propiciando um espetáculo sórdido, nefasto.

Com este breve resumo de nossa história como país dito independente, convido aos leitores a reverem certos conceitos relacionados a soberania, autodeterminação, liberdade, pois tais conceitos se traduzem em independência de fato e com isto lhes convido a refletirem na seguinte questão: somos verdadeiramente um país independente ou apenas trocamos de senhores?



domingo, 5 de junho de 2011

Posters soviéticos traduzidos para o português


Servimos o povo! Nas folhas está escrito:prestação de contas do deputado

Se você não ler os livros esquecerá as letras


O conhecimento romperá as correntes da escravidão


Morte ao Imperialismo Mundial


Entrem para o Partido Comunista


Ajuda aos famintos à americana!


Abaixo as festas religiosas!


Religião é veneno! Proteja as crianças! Escola!


A religião é entorpecente para o povo.


Fonte: Blog História UFP

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fascismo Pentecostal



Adriano Couto

Este texto poderia ser muito longo, poderia consultar inúmeras fontes na internet, pois fatos para testificar o título não faltam, mas farei um relato da minha experiência pessoal que acredito ser mais relevante, pois falar de situações que ocorrem conosco dá uma maior credibilidade ao assunto.

Lecionei Filosofia e Ensino Religioso em uma escola do município, logo que assumi esta tarefa, tratei de trabalhar incansavelmente com meus alunos, o desenvolvimento do senso crítico, a formação de opinião. Para tal utilizei de todos os recursos pedagógicos possíveis. Além de evidenciar os aspectos sociais pertinentes a nossa realidade, foquei principalmente dois fatores que provocam a alienação: política e religião, apesar de ter uma postura neutra, estimulei os mesmos por si mesmos a questionarem as convicções pré-estabelecidas. Quanto ao aspecto político foi tranqüilo, mas no segundo... É o motivo principal deste texto.

Até então era uma pessoa muito religiosa, nunca tinha falado algo contra a fé cristã e de credo algum. Fiz um trabalho intensivo no que diz respeito ao questionamento, logo, muitos alunos contavam em casa que estavam gostando das aulas, tanto que os mesmos começaram a partilhar suas experiências familiares nas atividades de grupo.



Porém os pais começaram a comentar com os pastores de suas igrejas o que ocorria em minhas aulas, os relatos dos alunos sobre de como aprendiam as coisas por si próprios... Fato incomodou muito os dirigentes eclesiásticos locais, lembrando que no referido bairro em “quase toda esquina” tem uma igreja... Logo começaram os ataques orquestrados pelos pastores pentecostais daquela localidade, o Prof. Adriano era o amaldiçoado da vez.

Começaram com boatos descabidos para desmoralizar a minha pessoa, como não surtiu efeito porque a comunidade escolar me conhecia, começaram a manipular alguns alunos de cabeça fraca para me insultarem em sala de aula (curiosamente, os alunos que se diziam crentes eram os mais problemáticos! Porque será?). Após, vieram mães a escola para me ofender e exigir a direção a minha saída, cogitando inclusive um abaixo assinado (interessante que estas “servas do sinhô” em vez de trabalharem ficavam no portão da escola de fofoquinha ou senão de fuxico com seus reverendos...tem muitas “irmãs” o tamanho da língua é proporcional ao da saia, aconselho que lavar uma trouxa de roupa é mais edificante...).



O estopim foi um charlatão que se diz pastor de uma denominação inexpressiva (que serve só pra assaltar o povo) teve na escola para pedir meu afastamento, alegando que eu usava supostamente a “Bíblia do Diabo” nas aulas (que cara doente! Digno de pena!) ele alegou isto pois certa vez citei um trecho bíblico na aula de Ensino Religioso a pedido dos alunos, e a linguagem do referido versículo era diferente da tradução que ele portava (além de doente, ignorante é analfabeto!)

Fora situações que fui acusado de satanista, ateu (como se ser ateu fosse um crime!), inimigo da fé, que estaria corrompendo valores cristãos, modelos instituídos por Deus, prócer do comunismo ateu, que minha pessoa não deveria ensinar os alunos questionar as autoridades, pois se governam é porque Deus permite e se existe miséria na sociedade é porque estas pessoas são pecadoras e tudo isso ocorre porque é da vontade de Deus...

Que bando de gente doente! Só porque ensinei os alunos a observarem o mundo que estão inseridos, lhes ensinei a serem agentes transformadores naquele local, ensinei o método, VER-JULGAR-AGIR, próprio da Teologia da Libertação, ensinei a crítica social e paguei um alto preço por isso, sofri calúnias, perseguições e senti o peso do braço pastoral fascista, hipócrita e intolerante, as vezes me sentia como Estevão e Jesus diante do Sinédrio enfurecido, bando de fanáticos religiosos!



Sem contra as perseguições que sofro de familiares que congregam nestas igrejas, é aquela velha estória que só eles serão salvos e todo o restante irão para um suposto inferno, como não compactuo com estas asneiras, logo sou alvo de fofocas e intrigas constantes que inclusive já me causaram inúmeros contratempos.

Não sou contra a espiritualidade, cada um se relaciona com o ser superior que julga acreditar da maneira que achar conveniente, mas sou contra a religião institucionalizada! To cansado dessa ideologia fascista de “Deus, Pátria e Família” que impera também nas igrejas pentecostais. Não to generalizando também que todos os pentecostais tem essa mentalidade, tem pessoas maravilhosas neste meio, mas a grande maioria tem essa mentalidade fascista, doentia, como poderia eu estar inserido nestas fileiras depois de tudo que já me fizeram? Acontece que não sei ser falso e não sou hipócrita! Através deste texto você leitor (a) pode percerber porque critico tanto o movimento pentecostal, não é de graça, tenho os meus motivos que não são só estes que foram citados, tem muitos outros, mais isso vamos deixar para uma outra ocasião...Abaixo o fanatismo religioso!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Jovem butiaense é vítima de preconceito em escola por se declarar atéia

Adriano Couto




Mais uma vez torno a este assunto, você que está lendo pode estar pensando, lá vem ele de novo com essa história, mas fico me perguntando, até quando vou ter que continuar denunciando situações como esta? Nesta ocasião a minha amiga (a mesma do outro texto) na aula de Ensino Religioso da sua escola, foi perguntada pela sua professora se acreditava em Deus, qual religião que professava. Então a jovem deu sua resposta com argumentos contundentes, gerando desta forma a indignação da regente da classe que a interpelou dizendo que a mesma era obrigada a acreditar em Deus, que era inconcebível alguém não acreditar em Deus e outros absurdos... Antes de explanar minha indignação, afirmo que é louvável uma pessoa desenvolver sua espiritualidade, a transcendência, também não gosto de gerar conflitos, debato idéias e não pessoas. Porém paciência tem limite e a minha já foi pro espaço faz muito tempo! Enquanto tiver pessoas mesquinhas e preconceituosas nesta cidade, vou erguer minha voz em protesto!

Ninguém pode ser obrigado a crer ou a não crer e nem ser constrangido por não querer rezar a cartilha do professor. Nosso estado é laico, e por falar em estado, não sou acadêmico de Direito, mas conheço algumas leis e procuro citar, neste caso encontrei duas que são as seguintes:

INCITAÇÃO À DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO POR RELIGIÃO:
LEI 7.716/1989 – Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, RELIGIÃO ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa;

INJÚRIA
CÓDIGO PENAL – Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
(…)
§ 3º – Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.
Pena – reclusão de um a três anos e multa.

Ou seja, ninguém pode ser obrigado a torcer pelo time A ou B, militar politicamente no partido C ou D, então quando se fala em religião, nem se fala, pior ainda, porque para muitas pessoas é aquilo que ela cultiva de mais especial em seu interior, é algo que envolve expectativas futuras, o além túmulo, todas as incertezas e inseguranças do ser humano, por isso é um assunto tão delicado e que não se deve obrigar a ninguém a tomar um posicionamento, cada um sabe o que é melhor para si.

Um questionamento que há muito tempo me incomoda, porque muitas dessas pessoas que se dizem acreditar em Deus vivem como se o mesmo não existisse??? O testemunho deveria falar mais alto, tem que viver aquilo que professa, seja lá o credo que for! Vamos deixar de ser hipócritas, sejamos coerentes com si próprios! Um exemplo típico vai numa penitenciária e pergunta aos que cometeram os crimes mais hediondos qual deles acredita em Deus e qual é ateu? Tu vai te surpreender com as respostas!

Os cristãos, em especial evangélicos sempre reclamam que são perseguidos, que a sociedade não os entende e etc, porém são os maiores perseguidores! Usam de preconceito, intolerância, fanatismo, racismo, xenofobia, homofobia e entre outros, se você não está inserido nas suas fileiras, tu és fuzilado com rotulações toscas, grosseiras, sendo amaldiçoado, espragejado, perseguido e vítima de fofocas é claro, que podem arruinar tua vida social conforme tenho presenciado alguns exemplos e se tu és ateu ou agnóstico nem se fala, as agressões se intensificam.

Falando em fofoca, muitos deles são peritos nesta “arte”, acho que rasgaram de suas bíblias o trecho da Carta do Apóstolo Tiago, capítulo 3, versículos 5-6.8 que diz o seguinte: “É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama!A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas.Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar”. Quem estiver pensando em vir pregar para mim, achando que estou supostamente endemoniado, nem tentem porque vão passar vergonha, pois modéstia a parte, estudei Teologia um bom tempo, tenho conhecimento em exegese, hermenêutica (ambos compreendem estudo da Bíblia em si e sua interpretação), teologia sistemática (engloba teologia doutrinal, dogmática e filosófica), soteriologia (doutrina da salvação), escatologia (estudo do fim dos tempos), apologética (defesa da fé cristã contra seitas e heresias) e entre outras ramificações do conhecimento teológico. Quando critico neste espaço, escrevo com propriedade, com conhecimento de causa, sei muito bem o que escrevo, ao contrário de muita gente que só fala besteira e arruínam a vida dos seus irmãos de fé, não quero ser o dono da verdade e nem pretendo ser, é um apenas um desabafo, pois não suporto este tipo de coisa, para concluir utilizo as mesmas palavras que o próprio Jesus disse naquela época para qualificar este tipo de gente: HIPÓCRITAS!!! RAÇA DE VÍBORAS!!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Intolerância religiosa no lar




Adriano Couto

Após o feriadão de muitas festas, volto com minha coluna semanal, tratando sobre um assunto que tomei conhecimento hoje que me deixou muito revoltado, já falei sobre isto algumas vezes neste espaço, mas dessa vez ocorreu muito próximo a mim, com uma amiga muito especial, onde a mesma está sofrendo com violentas perseguições religiosas dentro de sua própria casa.

A família desta amiga participa já faz alguns anos de uma denominação pentecostal de nossa cidade, sendo ela criada neste contexto religioso, porém ocorre que já faz algum tempo após muito estudar filosofia iluminista (minha favorita!), lendo também Nietzsche, Voltaire, Bertrand Russel, Sartre, dentre outros, e questionar algumas coisas, a mesma descobriu-se atéia, não sendo os ensinamentos religiosos compatíveis para seus anseios. Devido a isto ela parou de freqüentar a sua denominação por não concordar com o que lhe era apresentado e também porque já não se sentia bem neste local, pois já não fazia mais sentido estar ali se não acreditava no que era pregado. Então ela me procurou e falou abertamente sobre seu posicionamento a respeito do assunto e perguntou qual era a minha opinião, após ouvir sua explanação dei-lhe meu apoio para o que fosse necessário, inclusive lhe emprestei alguns livros.

Desde que ela deixou de freqüentar a instituição, começaram as perseguições religiosas por parte da família e pessoas próximas, toda sorte de ameaças, chantagens, insinuações de que a mesma poderia estar possuída por supostos espíritos malignos, sendo que seus pais chamaram “irmãos” para orarem por ela e fazerem um exorcismo. A repressão aumentou ainda mais quando ela se viu obrigada a confessar para a família sua opção ateísta, onde perdeu amigos, o apoio dos próprios familiares que a constrangem a todo o momento, sendo que se torna impossível a convivência na casa paterna, inclusive esta amiga está pensando em ir embora da cidade devida tamanha perseguição, ela diz que entende sua família, porém eles jamais a entenderão, pois estão cegos pelo fanatismo e com medo que ela “vá para o inferno”, obsessão esta que faz com que os mesmos venham a agir desta forma. Ela me relatou que existem muitos outros casos como o dela aqui na cidade, porém são silenciados por pastores e familiares sob a alegação de manifestação diabólica.




Convém lembrar que o Código Penal Brasileiro, Art. 208 afirma: "Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa” é crime! Pois seus pais lhe proibiram até a aproximação dos amigos, pois os mesmo são endemoniados e são de má influência (também estou na lista! Que momento!). Agora toda a semana receberá visita de outros religiosos para orarem para repreender este “espírito maligno”. Vivemos em um Estado Laico, nesta situação está sendo desrespeitado até mesmo o direito básico de Ir e Vir.

Compartilho com ela minha revolta, pois estamos no século XXI e alguns penteco-xiitas não aprendem a conviver com as diferenças! Como podemos obrigar a pessoa crer em algo contra a sua vontade? Temos o direito e a liberdade de crença e não crença que deve ser garantida por lei! Se a pessoa assume um posicionamento como ateu ou agnóstico ela deve ser respeitada igualmente. Pessoas que promovem este tipo de terrorismo religioso são geralmente mal resolvidas com si próprias, cheias de frustração, querem tiranizar quem pensa diferente, não respeitam ninguém, se acham donos da verdade, acima do bem e do mal, são arrogantes, prepotentes, hipócritas, totalmente diferentes do modelo que Cristo pregava.

Como humanista que sou, apresento- me como porta voz dos “desviados” (rotulação que recebem aqueles que deixam a congregação) dos “desigrejados” (aqueles que acreditam em Deus e que não freqüentam igreja alguma), dos ateus e agnósticos, estes últimos dentre os quais tenho muitos amigos, pessoas maravilhosas.
Sempre que souber de algo desta natureza, que representa um verdadeiro desrespeito a liberdade de expressão, vou explanar neste espaço com certeza, levantarei minha voz contra! Denunciarei esta barbárie, esta amiga é muito jovem ainda para sofrer tamanha perseguição, imagine como deve estar à situação psicológica desta moça, com ameaças de inferno, castigo divino e privações que vem sofrendo? Isto é crime! É proibido questionar? Filosofia é coisa do diabo? Que ridículo!

Chega de despotismo religioso! Ninguém é obrigado a crer no que não quer! Vamos nos respeitar!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

“Balneário” Açude Grande

Adriano Couto

Todo verão é a mesma coisa, surgem denúncias e mais denúncias de pessoas que tornaram o nosso manancial em balneário, camping ou algo desta natureza! Isto é um absurdo! Ridículo! Somente gente tosca, medíocre, é capaz de banhar-se neste local, sabendo que vai beber desta mesma água posteriormente.

Imagina a criatura tomando banho, faz um xixi na água, ou se da uma dor de barriga no individuo, ou senão o cara foi com namorada dá uma “banda” no matinho e depois volta e lava as partes íntimas na água, depois na tua casa, tu pega a água para fazer comida ou botar na geladeira para tomar depois bem geladinha, tu tomaria esta água? Você que está lendo este texto deve ter ficado com nojo com certeza, mas infelizmente é o que acontece e o pior é que pagamos muito caro por esta água e de muito má qualidade. Ta certo que a água é tratada, mas mesmo assim ela pode ter um alto índice de coliformes fecais que podem causar muitas doenças, quem tem dinheiro compra água mineral para tomar, e o povão?

A Corsan como responsável pelo local deveria colocar um vigilante no local ou planejar alguma forma de coibir os banhos no Açude Grande, que é um verdadeiro desrespeito a comunidade butiaense.

Como estatal, a Corsan não deveria visar somente o lucro, mas sim prestar um serviço de qualidade, a água é muito cara, tem um gosto horrível, quando a mesmo não deveria ter gosto, cheiro e nem cor, tem muito cloro, quando estoura um cano na tua rua, leva muito tempo para mandar os operários irem consertar, enquanto desperdiçam-se muitos metros cúbicos de água potável, quando a mesma está se tornando cada vez mais escassa, chegará o tempo que haverá guerras por causa dela, valerá mais do que o petróleo, será uma espécie de ouro líquido. Realmente a instituição deixa muito a desejar e, além disso, parecem não se importar com a comunidade butiaenses que todo ano clama por solução quanto à questão dos banhos e a mesma pouco faz para resolver este problema, porém não esquecem de todo mês deixarem a fatura na caixinha do correio.

Também a Corsan não pode levar toda a culpa, é óbvio que este transtorno todo é causado por alguns “veranistas” butiaenses que gostam do “contato com a natureza” e acham que o Açude Grande é o local ideal para banho e camping. Isto é questão de cultura, ou melhor, falta dela, só alguém com déficit de inteligência e com qualquer coisa na cabeça, exceto cérebro é que pode tomar banho lá.

Este assunto é sério, é questão de saúde pública, se um dia você leitor estiver passando pelo local ou souber de alguém que está “desfrutando” do manancial, DENUNCIE! Avise imediatamente a Brigada Militar através dos telefones 190 ou 3652 1124.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quando a religião é um agente causador de infelicidade

Adriano Couto

Primeiro é importante salientar que não é a crença em Deus em si que é prejudicial, mas a religião, que criou dogmas e verdades que muitas vezes atrapalham a vida humana até os dias de hoje.

A maioria acredita que só pode ser feliz, bom, ético e ter moral se crer em Deus e ter religião. Não é verdade. Assim como existem religiosos e ateus felizes e que procuram ser bons e éticos, há religiosos e ateus infelizes e que não se preocupam em cometer maldades. A crença religiosa não é condição básica para alguém ser feliz e bom.

Certamente a fé religiosa tem muitos méritos: consolar, dar ânimo para enfrentar as adversidades, tornar alguém rude em uma pessoa mais generosa e etc.

Muitas pessoas, no entanto, enfrentam a vida com destemor e praticam o bem “apesar” de serem atéias ou não terem religião.

A religião começa ser um obstáculo ao nosso bem estar quando ela determina de que modo devemos viver, impondo regras de comportamento, e ditando quem merece viver ou morrer, quem merece o céu e quem deve ir para o inferno. A religião começa a ser perigosa quando incentiva pessoas a matar em nome do seu deus, quando persegue todos os que não fazem parte da sua crença, quando impõe obstáculos à ciência, enfim, quando baseia sua moral em livros chamados “sagrados”.

Os últimos achados arqueológicos comprovam que a Bíblia contém gritantes erros históricos, e está recheada de lendas e mitos, e que foi escrita, sobretudo com interesses de propaganda religiosas para validar a crença de que Deus havia escolhido o povo judeu como guia da humanidade (uma visão antiga já seguida por mesopotâmicos, egípcios, gregos, etc, que também no auge das suas civilizações pensavam ser preferidos de um deus).

Portanto os escritores bíblicos não foram orientados por uma voz divina, mas por sacerdotes baseados em lendas, folclore, mitologias e inclusive fatos históricos, que foram devidamente alterados e deturpados para se encaixar ao que desejavam os integrantes do clero judaico, e mais tarde, ao cristianismo, a religião que sobreveio ao judaísmo.

Veremos agora quais são esses obstáculos criados pela religião que tanto atrapalham a felicidade humana, como foram criados e com que objetivos.

a)Inferno

A maioria das sociedades tem em sua tradição religiosa a crença na vida após a morte. Onde uns são premiados e outros castigados.

Os antigos sacerdotes mesopotâmicos já alertavam o povo que se não fossem obedientes, não seguissem seus deuses, padeceriam em tormentos no outro lado da vida. Os egípcios também acreditavam que os maus seriam devorados por um deus terrível, com forma de leão e hipopótamo. Os gregos diziam que os maus entrariam no tártaro, lugar de terrível sofrimento. O judaísmo ensinava que todos (bons e maus) iriam para o sheol (embaixo da terra) lugar de inconsciência, portanto sem alegria nem sofrimento.

Opinião geral dos estudiosos não comprometidos com religião e mesmo de muitos teólogos modernos, é que o inferno é uma ficção, uma arma usada pelos antigos sacerdotes para manter o povo quieto e obediente. Uma forma de tornar a classe sacerdotal poderosa, pois com medo de uma futura punição no além túmulo, o povo era facilmente manipulado a fazer o que os poderosos pediam.

O inferno é interessante no ponto de vista do controle social. Muitas pessoas deixam de fazer o mal por temerem um castigo futuro. Por outro lado, o medo do inferno é um grande problema porque muitos não vivem satisfatoriamente, pois aprendem na Igreja que o prazer é pecado e pecadores têm como destino o inferno.

Os danos que o medo de desagradar a Igreja causam, são conhecidos por psicólogos e terapeutas, que passam trabalho para lidar com os devotos impressionados.

E chegamos ao segundo e terceiro obstáculos criado pela religião que considero nocivos que ainda hoje provocam traumas e lotam consultórios de psiquiatria:


b)Pecado

Quase todas as religiões mantêm o conceito de pecado. É uma transgressão a Deus. O pecador pode sofrer penas leves como recitar orações, bem como pagar o erro com a própria vida. E o que é pecado na religião? Depende a religião.

c)Sexo

Segundo as religiões, onde existem mais pecados é na esfera da sexualidade. Desde o nascer da religião, os sacerdotes tiveram o cuidado de impor limites aos prazeres sexuais.

Porque toda essa preocupação de Deus, que na verdade foi criação da classe sacerdotal, para com o prazer sexual?

Os interesses eram muitos.

Naturalmente existem algumas formas de sexo que qualquer pessoa sensata e racional é contra, seja ela crente ou não. Ou pelo menos deveria ser. São aquelas relações que causam sofrimento no outro e buscam apenas o prazer pessoal. Por exemplo, o estupro, a pedofilia, a zoofilia e o adultério.

No entanto há muitas formas de sexo que não deveriam ser criticadas e proibidas, aquelas feitas por adultos sadios e conscientes, com anuência de ambas as partes. Infelizmente, a religião também intervém nos desejos sexuais, e cria problemas onde não deveria se meter.

Uma das proibições mais comuns é o sexo antes do casamento. Certamente um dos motivos desta proibição foi uma honrosa preocupação da classe sacerdotal e política da Antiguidade em proteger as mulheres que poderiam engravidar e serem abandonadas pelos parceiros. Não era interessante para as autoridades acolher e sustentar tantas crianças vindo ao mundo sem um pai.

Como os jovens continuavam a fazer sexo antes de casar, os escribas judeus incluíram a pena de morte para mulheres que não guardassem a virgindade para o marido, na intenção de coibir o sexo antes do casamento.


O código Mosaico (assim chamado por ser atribuído a Moisés) tentando evitar que as mulheres tivessem relações antes do casamento pune com a lapidação as noivas que não apresentassem sinais de virgindade na noite de núpcias. Após a denúncia do noivo ofendido, e comprovada pelos sacerdotes, a noiva era levada para frente da casa paterna e apedrejada até a morte (Deuteronômio 22,13). Faziam isso, pois acreditavam ser uma lei dada por Deus.

Penso que somente a busca do conhecimento, e uma profunda reflexão, sincera e diligente, podem afastar da vida humana o terror aplicado pelas idéias dogmáticas das teocracias que ainda resistem em nosso meio. Então, quem sabe, em alguns anos as pessoas não sofrerão mais com a truculência de chefes religiosos em ditar modelos de comportamentos e nem com ameaças de quem não segui-los, irá arder no fogo do inferno.

Assim como os deuses que moravam nos montes sagrados e hoje não passam de lendas, espero que no futuro a humanidade se afaste das superstições e crendices tolas, e que coloque no fundo do baú mitológico todos os deuses juízes e raivosos, os demônios e seus caldeirões ferventes e os infalíveis intérpretes do sagrado.

Para uma humanidade feliz e sadia, não precisamos de leis entregues a profetas, que dizem falar com os céus, nem seguir dogmas inventados. Precisamos de conhecimento, bom senso e fraternidade entre as nações e governos honestos comprometidos com o bem estar do povo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Tolerância Religiosa








Adriano Couto


Fala-se muito em liberdade religiosa. A nossa Constituição no artigo 5º, inciso VI diz que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias". A Declaração Universal dos Direitos humanos, também afirma que a Liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais. A pesar de o Estado Brasileiro ser laico, essa não é a impressão que temos às vezes, pois, uma boa parte dos feriados nacionais e municipais são na verdade feriados religiosos cristãos.

Não é difícil vermos também celebrações ecumênicas que na maioria das vezes são dirigidas apenas por padres e/ou pastores. É comum presenciarmos em praças públicas, paradas de ônibus, ou mesmo dentro dos ônibus, alguém empunhando uma Bíblia como se fosse uma metralhadora, pregando um "evangelho" com palavras agressivas, apelativas, demonizantes; condenando ao inferno quem não crer como ele/ela. Isso é liberdade religiosa ou abuso da liberdade religiosa? Se vivemos em um Estado Laico, por que no lugar do crucifixo não se coloca também, por exemplo, uma imagem de Buda, uma foto de Maomé, uma imagem de uma Divindade africana, um símbolo Bah’ai, uma imagem de Krishna, etc.? Por que no aniversário de emancipação de uma cidade, no lugar de um culto católico e/ou evangélico, não se faz uma mística macro-religiosa com a presença de sacerdotes cristãos e não cristãos? Esses últimos são indignos? Não são filhos de Deus? Já pensaram se uma Yalorixá (Mãe de santo) entrasse em um ônibus e começasse a falar sobre a influência dos orixás na vida das pessoas, pedindo que os passageiros seguissem tal religião? Como os passageiros cristãos agiriam? Creio que no mínimo ela seria "convidada" a descer do ônibus ou parar de falar.

Muitos cristãos ainda hoje se auto-afirmam donos da verdade. Exterminaram índios e negros, mataram bruxas, maçons, etc. e ainda hoje, condenam ao inferno os homossexuais, divorciados, muçulmanos, Espíritas etc. A pesar de tudo isso, ainda falam de Paz do Senhor. Creio que os cristãos precisam muito aprender sobre paz e tolerância religiosa com religiões como o Budismo, o Candomblé, a Fé Bah’ai, o Hinduísmo, o Kardecismo etc.

Esses têm muito a nos ensinar sobre tolerância religiosa; pois boa parte deles têm sido vítimas de intolerância por parte dos cristãos sem revidar os ataques. Não pode haver uma cultura de paz, sem tolerância religiosa.
O Código Penal Brasileiro, Art. 208 afirma: "Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto do time religioso.” Já pensou se esta resolução fosse seguida a risca?

Ainda assim, o Brasil é o país mais tolerante do mundo na questão religiosa, herança portuguesa, isso mesmo! Apesar da inquisição portuguesa e tudo mais que já sabemos, a Península Ibérica foi refúgio de judeus e muçulmanos durante as perseguições promovidas pelo Igreja Católica na Idade Média. Na Espanha Muçulmana, os três monoteísmos conviviam harmoniosamente, culminando no seu desenvolvimento tecnológico e cultural, tendo seu ápice na época das Grandes Navegações, cujos cientistas judeus e muçulmanos trocaram conhecimentos e desenvolvendo a engenharia náutica, que naquele tempo era conseiderado algo extraordinário, inimaginável, futurista.

Este quadro mudou quando o Rei Fernando “o Católico” subiu ao trono espanhol, este querendo fazer uma “média” com o Papa, instaurou a Inquisição no país perseguindo judeus e muçulmanos, restando aos perseguidos refugiarem-se em Portugal, daí então o legado de tolerância do povo português.

Porém o Brasil só é tolerante porque é sincrético, pois onde não existe sincretismo religioso não existe tolerância religiosa! E isto é fato, muitos países alegam liberdade religiosa em suas cartas magnas, porém não é o que ocorre na prática, principalmente em países islâmicos e nos EUA, onde neste último, o protestantismo dá as cartas e os mesmos se intitulam verdadeiros representantes da cristandade. Quem não lembra dos discursos fundamentalistas de George W. Bush?

Quando falamos em liberdade religiosa também devemos deixar claro a liberdade de não-crença, isto compreende os ateus e agnósticos, tão perseguidos quanto os grupos religiosos não-cristãos. Recentemente os ateus e agnósticos foram atacdos pelo apresentador da Band, José Luiz Datena que associou estas pessoas a criminosos, alegando que todo aquele que comete crimes é porque não acredita em Deus! Puro preconceito, ignorância e falta de respeito! Intolerância! Tenho amigos ateus e agnósticos que são pessoas maravilhosas e que seriam incapazes de fazer mal a alguém, pois são pessoas sérias e honestas, possuem ética, diferentemente de muitos malandros que fazem suas pilantragens e depois se escondem atrás de uma bíblia...chegando na cadeia dando uma de evangélico...quanta hipocrisia...

Exemplo contemporâneo de guerra devido à intolerância religiosa é o conflito entre judeus e muçulmanos na Terra Santa, pois enquanto não deixarem de lado seu orgulho, fanatismo e ódio pelo próximo, jamais alcançarão a paz! O fundamentalismo religioso é um obstáculo à paz, tanto que o próprio Jesus foi morto por fanáticos religiosos, Gandhi também.

Os cristãos deveriam seguir a risca o ensinamento Jesus que devemos amar uns aos outros e assim deve ser sem distinção, sejam eles ateus, agnósticos, religiosos de todas as confissões independentes de serem cristãos ou não. Respeitar a diversidade é fundamental para crescermos como seres humanos, mesmo nosso país sendo tolerante como afirmei anteriormente, o preconceito contra os não-crentes ainda é muito grande. Finalizo minha reflexão usando esta linda citação de Nélson Mandela: "Ninguém, nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pandora, Eva e as outras mulheres

Adriano Couto


Pandora foi a primeira mulher criada por Zeus, assim como Eva foi a primeira mulher criada por Deus, em ambas as mitologias, o mundo onde elas viviam era completamente desprovido dos pecados, de qualquer coisa que fosse nociva ao ser humano. No caso de Adão e Eva, esse era o paraíso.

E foi a curiosidade do proibido que condenou Adão e Eva, provocando sua expulsão do Jardim do Éden por terem provado do "fruto proibido" (apesar de muita gente insistir na maçã, em nenhum lugar da bíblia existe referência a esta fruta e a nenhuma outra, abrindo margem a inúmeras interpretações) enquanto que no caso de Pandora, ao abrir a caixa para ver o que tinha dentro (e tinha sido orientada a não fazê-lo), ela espalhou toda sorte de problemas, doenças, pecados sobre a terra.

Foi Eva quem seduziu Adão para comerem desse fruto. E na mitologia grega, Pandora seduz Epimeteu, guardião da caixa, e após uma noite de amor, ela rouba a chave para abrir a caixa.

Embora sejamos herdeiros da tradição judaico-cristã e o mito de Adão e Eva tenha sido consagrado como verdade literal e absoluta pelos teólogos fundamentalistas judeus e cristãos, estas histórias fantásticas serviram de pretexto para a legitimação do machismo, da opressão e demonização do sexo feminino. Ao longo da história as mulheres sempre foram condicionadas a categoria de ser inferior, devendo ser submissa aos homens, sendo considerada culpada por todas as desgraças que afligissem a sociedade. No Antigo Testamento existem inúmeras passagens em que as mulheres são relegadas a um segundo plano, tratadas muitas vezes como animais. Claro que existem muitas passagens que a beleza da mulher é exaltada, suas virtudes e sua maternidade posta em evidência (principalmente Maria mãe de Jesus), estas, porém são mínimas se comparadas as que exaltam o preconceito.

No Novo Testamento, Paulo afirma que as mulheres devem ser submissas aos seus maridos, o que eu não concordo, o referido apóstolo dos gentios faz muitas restrições às mulheres em suas epístolas, talvez devido ao fato de ser solteiro... creio que numa família o casal tem que andar juntos e não um subjugar o outro.

Ao longo da história, trechos bíblicos foram distorcidos para promover perseguições e atrocidades contra as mulheres, especialmente na Idade Média, onde muitas foram acusadas de bruxaria e foram massacradas pela Santa Inquisição.

As referidas mitologias demonizam a busca do ser humano ao conhecimento, a sabedoria, atribuições estas conferidas somente aos deuses em questão e a aquisição da mesma é considerada uma afronta às divindades, sendo a mulher condenada e castigada pelo seu atrevimento de desobedecer aos deuses e consequentemente apontada como responsável por todos os males que afligem a humanidade. Devido a isto, por séculos a humanidade viveu nas trevas da ignorância, quem questionava, ou buscava a sabedoria era eliminado, o conhecimento era atributo exclusivo de sacerdotes e de teocracias (reis que se diziam representantes de Deus na terra), principalmente na Antiguidade e na Idade Média.

A mulher devido a estas mitologias machistas sempre foi relegada ao sofrimento, desprezo, submissas, sem vez e voz, somente com o advento do século XX, as coisas começaram a mudar, as mulheres estão assumindo seu espaço e sendo respeitadas, tanto que teremos pela primeira vez em nosso país teremos uma mulher na presidência da república.

Sei que o dia dedicado às mulheres é o dia 8 de março, mas a bravura e a capacidade das mesmas deve ser exaltada sempre, é cada vez maior o número de mulheres que são chefes de família, criam os filhos sozinhas, trabalham fora e são exemplos de liderança e personalidade.

Fiz um breve comparativo das duas mitologias para mostrar o quão enraizado está o machismo em nossa cultura, nossa sociedade ainda desrespeita as mulheres e não lhes dá o devido valor, muitas delas são violentadas, mortas por seus parceiros, recentemente foi criada a Lei Maria da Penha para punir os agressores, felizmente as coisas estão mudando.
Muitas mulheres trabalham nas mesmas funções que os homens e seus salários são mais baixos, o que é um absurdo! E ainda existem muitas outras situações dentre as quais as mulheres são desrespeitadas.

Mulheres são guerreiras, batalhadoras, nem de longe são o protótipo de sexo frágil! Isto é rotulação machista, resquício de uma mentalidade arcaica e conservadora. É hora de revermos os nossos mitos e o quanto eles podem interferir em nossas vidas, devemos quebrar os paradigmas e proclamar a igualdade de direitos! Chega de intolerância e fanatismo provindo de mitos descabidos e ainda fartamente alardeados em cercanias fundamentalistas.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quando a religião torna-se um mal

Adriano Couto


Este texto pode parecer estranho para quem me conhece e sabe que participo de uma igreja cristã, mas antes de abordar o tema, quero ressaltar que as religiões, independentemente da confissão de fé, traz inúmeros benefícios às pessoas, muitas tiveram suas vidas transformadas, curas através de sua fé, reintegração social devido ao engajamento em agremiações religiosas, isso é inegável e inquestionável, também no aspecto social, trabalho desenvolvido com doentes, órfãos, apenados, moradores de rua e entre outras pessoas menos favorecidas de nossa sociedade que muitas vezes são negligenciadas pelo governo, trazendo a estes, conforto e esperança, atitude louvável e digna de aplauso. Porém como toda instituição humana tem seu lado bom e ruim, vou abordar seu aspecto negativo, a mesma traz também dor e sofrimento, e criado muitos obstáculos à felicidade humana. Isso acontece, por que em minha opinião, os princípios básicos de amor, caridade e perdão, proclamados pelos mestres do passado – Krishna, Lao Tsé, Confúcio, Zoroastro, Buda e Jesus - foram suplantados por dogmas e rituais que contrariam as leis do bom senso e da razão. Mas que triunfaram a custo de muita dor e sangue.

Não há dúvida de que a fé religiosa é fundamental para muitos, os benefícios que ela traz são inquestionáveis como afirmei anteriormente, mas, no entanto, pela fé, também se cometem muitos danos aos seres humanos. Penso que as superstições, preconceitos, discriminações, perseguições, guerras e mortes provocadas por motivos religiosos só serão extintas quando a maioria das pessoas possuírem o conhecimento sobre como as religiões foram manipuladas ao longo do tempo, visando dar poder e privilégio para uns poucos.

Não quero aqui, atacar nenhuma denominação, mas tenho muitos amigos que são reprimidos por seus líderes religiosos (muitos são verdadeiros déspotas), não podendo sequer sair à noite com os amigos ou participar de qualquer outra diversão sadia próprias dos jovens ou até mesmo adquirir certos bens ou trabalhar em determinados locais, pois sofrem penalidades severas, onde a mais rigorosa é conhecida pelo nome de “disciplina” (o indivíduo fica um tempo X no “banco” sem funções eclesiais, é como se colocassem o antigo chapéu de burro na cabeça do infeliz, para o resto da congregação ficar julgando e condenado o suposto pecador) uma verdadeira tortura psicológica, impregnando um sentimento de culpa e botando medo literalmente! Muitos pastores (principalmente pentecostais) comportam-se como verdadeiros clérigos xiitas, com seus discursos retrógrados, arcaicos, recheados de ignorância, fanatismo, preconceito, intolerância, racismo e xenofobia, inúmeros deles sem o mínimo conhecimento de teologia, filosofia, psicologia (áreas do conhecimento demonizada pelos mesmos) muitos até mesmos são semi-analfabetos, não sabendo lidar com os conflitos da adolescência, acabam incitando o ódio a quem não está inserido em suas fileiras, fazendo uma verdadeira lavagem cerebral, promovendo um verdadeiro processo de alienação, movidos pelo mesmo fanatismo que alimenta os homens-bomba.

Todas as religiões possuem um potencial intrínseco pra a violência. Como elas falam com a autoridade da Palavra de Deus, muitas vezes sentem que isso lhe confere licença para inúmeros absurdos e até mesmo para matar, até mesmo o budismo com sua filosofia tolerante e pacifista, já deu origem a movimentos extremistas como no Sri Lanka em meados do século XX.

Estes penteco-xiitas acabam afastando estas pessoas de suas igrejas, lançando todos os seus infortúnios e frustrações pessoais sobre uma geração de jovens, causando-lhes mágoas, ressentimentos, traumas, sentimento de culpa, lotando os consultórios de psiquiatria e fazendo com que muitos acabem tornando-se usuários de antidepressivos e álcool e sei de casos de pessoas que se suicidaram devido a estes sentimentos, outras ficam complexadas para o resto da vida, numa ótica onde tudo é feio, tudo é pecado e aquilo que não se consegue admitir ou aceitar é coisa do diabo, então entra em cena aquela história de que tudo que é proibido é gostoso, de tanta repressão que o jovem sofre, quando o mesmo consegue se “libertar” do jugo dos pais e pastores, ele acaba extrapolando, excedendo todos os limites, caindo muitas vezes nas drogas, sofrendo com muitas adversidades, arcando com as conseqüências e posteriormente com o abandono e desprezo de seus “irmãos”, daí logo vem o julgamento: “Foi o capeta que tomou conta do fulaninho...”

Só para ilustrar um exemplo, para quem não sabe, a Bíblia faz 40 REFERÊNCIAS NEGATIVAS AO USO DE BEBIDAS ALCOOLICAS, 62 NEUTRAS E 145 POSITIVAS! Daí o que tu prefere seguir? Líderes religiosos manipulam os livros sagrados conforme lhe convém, criando um Deus a sua imagem e semelhança, como dizia Nietzche.

Não creio sinceramente, que os grandes mestres do passado, mandariam para a forca ou para a fogueira, quem não se juntasse aos seus discípulos. Ao contrário, penso que a maioria de nós, tem absoluta certeza de que Buda e Jesus, Krishna e Confúcio, desejavam apenas diminuir o sofrimento e ensinar o caminho da felicidade aos seus ouvintes.

Castigos no além e a punição com torturas nada tem a ver com o discurso daqueles mestres. A promessa de um inferno, os castigos corporais aos que não se submetessem aos imperativos da Igreja, foi uma arma poderosa para dar poder e enriquecer as autoridades eclesiásticas.

É preciso que saibamos as origens de nossas crenças. Que não sejamos fantoches nas mãos de um grupo que diz ter certeza o que Deus quer de nós, pois sempre coincide exatamente com o que eles (líderes religiosos) consideram certos, pois acredito que crer não significa deixar de pensar, o que muitas vezes parece o contrário, antes é preciso saber pensar para que a fé não se torne um perigo para o próprio crente ou para as pessoas que com ele convivem, saber pensar é poder tomar decisões com valores que colocam a vida e o ser humano acima das crenças.

Acredito que as pessoas devem ser livres para acreditarem em Deus, nos anjos, na vida após a morte, no que achar melhor, no entanto, todos têm o direito também de saber como as religiões, através de seus dogmas - inventados por líderes religiosos que tinham em mente manipular o povo - foram usadas para causar grandes sofrimentos à humanidade, pois foi neste contexto que Karl Marx afirmou certa vez que “a religião é o ópio do povo.” Um mundo mais fraterno, e melhor de se viver, será aquele onde a ética e moral sejam produtos da razão, e do bom senso humanos, e não do que receitam textos antigos, vindos da sabedoria de algumas tribos selvagens e bárbaras. A fé deve existir para promover o amor e a paz, construindo assim um mundo mais justo e fraterno, servindo o seu semelhante e não para aliená-lo e promover atrocidades em nome de Deus!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Burguesia fede e me causa repugnância

Adriano Couto

Já dizia Cazuza que era burguês também. Pra justificar isso ele dizia: "Eu sou burguês, mas eu sou artista!" hahahaha! Grande coisa! Pra mim não muda nada, só piora. Antes de entrar no assunto em si eu gostaria de esclarecer que quando digo que não gosto da burguesia, não estou falando que não gosto de gente que tem condição financeira.

Ter uma boa condição financeira não faz de você um burguês, faz de você abençoado materialmente (nem sempre, pois muitas fortunas foram adquiridas por meios ilícitos). O que faz de você um burguês é adotar um comportamento burguês. Logo, o que importa não é se você é rico, mas o que você faz com o dinheiro que você possui.

Quando digo que a burguesia fede é porque a burguesia é fútil e tem motivações superficiais. A grande questão pela qual Deus abençoa pessoas financeiramente (para quem crê, lembrando que dinheiro não “cai do céu”, mas sim, fruto do trabalho e na minha concepção Deus capacita o homem para que ele possa batalhar pelo seu sustento) é para que elas abençoem outras pessoas também (entende-se aqui por ajudar as pessoas necessitadas). Mas ao contrário disso as pessoas que tem uma determinada condição elevada prefere acumular a dividir. E esse é o motivo da crise em qualquer esfera. É o acúmulo de renda nas mãos de poucas pessoas, aumentando assim as desigualdades e injustiças sociais, “pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1 Tm 6,10).

A burguesia fede porque ao invés de dar pão ao faminto, ela permite que esse cate o lixo de sua mansão pra comer, a burguesia fede porque ao invés de vestir o nu, ela prefere repassar suas roupas para brechós de luxo, a burguesia fede porque ao invés de se misturar a multidão dando exemplo de modéstia, pavoneia suas plumas, relógios rolex, ternos Armani e carros de luxo enquanto o pobre chafurda a cara na merda diariamente. A burguesia fede porque mesmo depois de pavonear pelas ruas da cidade cheios de pompa, reclamam da violência porque um morto de fome roubou seu relógio de R$50.000,00.

Pois é depois desse discurso, tenho certeza de uma coisa, alguns concordarão em gênero, número e grau com o meu texto, mas outros se importarão mais com o "merda" que eu escrevi do que com o caos social que atravessamos. Mas é assim mesmo! Vamos pra frente! A hipocrisia do ser humano faz parte...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aberta temporada de “caça aos ciganos”

Adriano Couto



Na terra do champagne está sendo promovida uma verdadeira caça as bruxas, no que diz respeito ao povo cigano, cujas tradições, história, cultura, costumes está sendo praticamente extirpada, banida do território francês, para satisfazer os caprichos do “fascista” Nicolas Sarkozy, político de extrema-direita, com sua xenofobia, perseguição desenfreada contra as minorias, desrespeitando os Direitos Humanos. O mesmo está assemelhando-se a Hitler em sua “caçada” aos judeus e a Stálin com seus “expurgos”, eliminando quem não compactua com suas monstruosidades ou simplesmente não pensa igual aos seus interesses megalomaníacos.

O povo cigano desde sempre foi perseguido, vivendo como nômades, sendo perseguidos pela Igreja na Idade Média durante a Inquisição e também pelos regimes totalitários, em especial o Nazista.

Os ciganos são chamados também de rômanis, existem dúvidas quanto a sua origem, porém a mais aceita é a de que são originários da Índia. Este povo apesar de todo o histórico de perseguições, sempre preservou sua cultura, que é muito bonita, diga-se de passagem, porém as pessoas os vêem com desprezo e muitas vezes como malfeitores, exatamente como Sarkozy está fazendo.

Os ciganos vivem praticamente marginalizados, desrespeitados, são seres humanos com todos os direitos como qualquer outra etnia, inclusive o termo cigano é frequentemente utilizado como pejorativo para rotular pessoas.

Este megalomaníaco tem que ser detido e se a União Européia ficar de braços cruzados, quem sabe não estará abrindo as portas para um “novo holocausto” só que desta vez não com judeus, mas sim com ciganos?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Peronismo butiaense




Adriano Couto


Caro leitor você deve estar se perguntando, de onde retirei a expressão “peronismo butiaense”. Criei para fazer alusão ao governo anterior a 2005. Vou tecer aqui algumas comparações e você leitor vai associar claramente este governo que será citado com o de Perón na Argentina.

O governo dito “progressista” que na realidade foi retrógrado se comportou tipicamente como uma gestão peronista, de cunho populista, demagógico e com aparato repressor. Começando que lembro como se fosse hoje, que no seu último comício, na eleição de 2000, o ex-prefeito, pediu que: “é pra deixar filmado e gravado, me cobrem depois se isto não acontecer”, trouxe o deputado Chiamulera de Lajeado, o qual prometeu uma unidade da sua fábrica de refrigerantes em Butiá e também um representante da Motrisa também fez a promessa de instalação de uma filial de sua empresa em nossa terra. Já começo por aí só para frisar que não tenho memória curta...

Enquanto gestor, nosso Perón butiaense desenvolveu um forte paternalismo, um assistencialismo que beirava o ridículo, juntamente com sua esposa e secretária de assistência social, cuja popularidade se parecia com Evita Perón (entendeu a ligação?), distribuindo sacolas, estimulando povo ao ócio. Este desgoverno promoveu também festas ao ar livre, shows, lembrando a legítima política romana de pão e circo, onde eram promovidos espetáculos públicos para mascarar a miséria do povo!

Esta gestão construiu elefantes brancos que ficaram ociosos (Packing House e Shopping Rural), estes que foram reaproveitados pelo governo atual. Também não pavimentou nenhum metro de rua, foi desencadeada uma verdadeira perseguição ao funcionalismo público, em especial contra aqueles não tinham o mesmo alinhamento político, principalmente na área da educação, onde o despotismo imperava cuja secretária era uma verdadeira tirana, relembrando os tempos da ditadura (não é por acaso que o PP é herdeiro da ARENA e o ex-prefeito era policial civil, combinação perfeita não é mesmo?). Sem contar que empregou todos os familiares na prefeitura, promovendo um nepotismo descarado.

Nossa cidade era governada por uma aristocracia rural, por latifundiários, formando uma verdadeira oligarquia, que estava alheia aos interesses do povo, isto estava bem claro na composição do secretariado municipal...

Mas o povo é soberano e expurgou do poder os herdeiros da ditadura, governo este com traços peronistas, repleto de populismo, demagogia, perseguição e miséria, igualando-se ao peronismo argentino.

Os peronistas “made in Butiá” estão se articulando para voltar ao paço municipal em 2012, estão fazendo suas barganhas eleitoreiras e coligações visando interesses escusos. Nesta campanha de 2010, apóiam a candidata da RBS, representante do agronegócio que promove miséria no campo e o enriquecimento dos latifundiários, apóia também o deputado que está envolvido no escândalo do desvio de R$ 40 milhões do DETRAN e claro, apóiam a atual DESGOVERNADORA que disse que os professores (entre os quais me incluo) “vocês não são professores, mas sim torturadores de crianças” e também disse que “o CPERS quer transformar o Rio Grande do Sul num Iraque”. Relembrando que eu não tenho memória curta, creio que o povo também não, tanto que retiramos estes parasitas do poder, mas ainda tem pessoas que tem saudade do peronismo, do seu amado Perón e sua primeira dama Evita, semelhante aquelas mulheres que sentem prazer em apanhar do marido. Prezados leitores, to começando a desconfiar que Perón não morreu, ele habita entre nós...

domingo, 12 de setembro de 2010

Considerações sobre o escândalo de Triunfo

Adriano Couto


O escândalo das diárias, ocorrido em agosto deste ano, envolvendo os vereadores de Triunfo e General Câmara, onde os mesmos promoveram uma farra com o dinheiro público, fazendo turismo em Foz do Iguaçu, é um fato que não deve cair no esquecimento e quero aqui tecer alguns comentários a respeito deste episódio veiculado nacionalmente.

Ao acompanhar a excelente matéria do repórter Giovanni Grisotti da Rádio Gaúcha fiquei profundamente indignado, mesmo não sendo morador de Triunfo, isso me deixou revoltado, pois os edis triunfenses e seus vizinhos de General Câmara simplesmente desrespeitam os seus eleitores que lhe confiaram seu voto e o dever de representá-los na casa legislativa municipal.

Apesar de que, escândalos não são nenhuma novidade na terra do Pólo Petroquímico, que por sinal tem o maior PIB per capita do estado (e a população é pobre!), desde o final da década de 80 já existem históricos de corrupção envolvendo políticos da cidade.

Como boa parte da população depende dos cargos públicos ou empregos municipais, o silêncio dos moradores foi a forma de cumplicidade encontrada para proteger a administração; exceto um homem não se calou e, este foi o Pe. Genico Schneider.

Pe. Genico em entrevista ao Jornal Zero Hora relatou que: “Triunfo era uma antes da instalação do Pólo Petroquímico e virou outra depois. Todo mundo depende economicamente da prefeitura, tem alguém da família empregado ali, ou na Câmara, ou numa escola, ou no Posto de Saúde. Por isso, o medo de enfrentar a corrupção.” Comenta também que a Câmara não tem políticos de oposição para punir os responsáveis pelo escândalo das diárias. O padre foi a única autoridade com reconhecimento público do município a se manifestar sobre o assunto.

O referido padre teve que pagar um alto preço por suas declarações, recebeu telefonemas onde era intimidado, recebendo ameaças e também lhe foi informado que não seria mais bem recebido nos órgãos públicos daquela cidade, foi coagido a deixar Triunfo, pois o mesmo não se corrompeu, agiu como o sal da terra, como luz nas trevas da corrupção, um verdadeiro cristão! O mundo precisa de mais pessoas como o padre Genico!

Como cristão protestante, me alegro com a atitude deste sacerdote que exerceu o profetismo com autoridade! Denunciando as maracutaias locais! A corrupção! Isso é o mesmo que Jesus fazia, pagando com sua vida por mexer na posição de alguns privilegiados e, também ao mesmo tempo me envergonho de muitos pseudo- cristãos que se dizem evangélicos, que só querem dar glórias e aleluias e se calam feito covardes! Esquecem de olhar pro mundo que tem a sua volta e ver as injustiças, não lutam por uma sociedade mais justa e mais fraterna, só querem satisfazer o seu ego, a estes, Jesus chamou de hipócritas! Túmulos caiados, bonitos por fora e podres por dentro! Só pensam em bênçãos e esquecem dos necessitados que sofrem devido a corrupção vigente...

Triunfo virou uma verdadeira barganha, os governantes usam a arrecadação milionária, a máquina administrativa em troca de apoio popular, gerando empregos e comprometimento político, corrompendo os moradores, virando uma politicagem de quinta categoria! É uma vergonha estas maracutaias, mesquinharia, verdadeira baixaria os políticos já deixam a população propositalmente numa situação de pobreza para justamente poder corrompê-las e barganhar, para se perpetuarem no poder, já que muitas pessoas necessitadas não estão em condições de recusar tais ofertas, daí os nobres representantes deitam e rolam, fazem farra com o dinheiro público e riem da cara dos eleitores! Chega de corrupção! Nossa sociedade não agüenta mais! Cadeia nesses pilantras!

sábado, 11 de setembro de 2010

A guerra dos farrapos foi realmente uma “Revolução”?

Adriano Couto

Está se aproximando o 20 de Setembro, data do orgulho gaúcho e de exaltar o amor a nossa terra, então dedico este artigo um tanto quanto polêmico aqueles que são “gaúchos” somente na Semana Farroupilha, que nem sabem direito o que tão fazendo ou vestindo e muito menos sabem o significado da cor do lenço que trazem em seu pescoço e também aqueles cujo tradicionalismo exarcebado tiveram seu intelecto cauterizado pela alienação positivista que nossa história propõe, esta que é transmitida de geração em geração que nos leva a idolatrar um panteão de latifundiários. Como sou um gaúcho que ama esta terra sou a favor de um revisionismo histórico nesta fábula e a desmascarar a farsa que nos é imposta!

Começando que não há por que considerar como Revolução a Guerra Farroupilha de 1835. Não foi uma revolta popular, levando em conta os interesses em jogo; todavia, na condição de classe subordinada, o povo lutou. E se considerarmos os projetos da República e Federalismo, houve componentes progressistas no ideário político gaúcho, repletos de dispositivos maçons (um exemplo, a “fuga” de Bento Gonçalves do Forte do Mar na Bahia) e nestes, estão impregnados os interesses da elite.

Pode-se começar justificando o fato de estar errado o termo Revolução para o levante farrapo. Há um senso comum que diz ser Revolução uma troca dos que estão no poder, por meios drásticos. Trata-se de um entendimento equivocado das coisas. Revolução implica troca de classes no poder, uma alteração radical na estrutura institucional. O termo é usado gratuitamente na História do Brasil, tais como 1835, 1893, 1923, 1930 e 1964. Tal manipulação tem servido para valorizar os interesses da elite dominante, os quais não tinham projetos radicais de alteração das classes no poder.

A historiografia positivista oculta a instabilidade e miséria da peonada, submetida a uma dominação disfarçada de convívio paternal e fraternal. Convém lembrar que o povo jamais lutou por uma causa verdadeiramente sua embora as elites continuem festejando o 20 de setembro como se tivesse sido uma revolução popular, a verdade histórica está demonstrando que aquele evento nada teve de jacobino.

Complementando que nossa independência tão celebrada no dia 7 de setembro, por exemplo, não foi uma revolução, mas sim a substituição da expropriação e opressão de Lisboa pela hegemonia do sudeste, enfim, um prolongamento interno do antigo colonialismo.

Citando o movimento maragato de 1923, foi ideologicamente herdeiro do pensamento liberal-conservador de 1835, ancorado socialmente na elite dos estancieiros que, a despeito do apoio de outras classes, não tinha nenhum projeto para elas. Esta herança se manifestou na oposição ao centralismo borgista em nome de um sentimento liberal que buscou legitimar evocando o discurso sobre liberdade dos rebeldes farrapos. Quer dizer, os borgistas podiam recolher, no baú da ideologia farroupilha, o republicanismo, amortecido com a derrota de 1845 e revivido por Júlio de Castilhos em 1882. E os maragatos, no mesmo baú, foram recolher o entusiasmo liberal que animara a luta contra a tirania do Governo central. Enfim, os eventos de 1835 forneceram subsídios para diferentes ramificações do ideário político gaúcho posterior.

Acrescento um fato curioso e cômico
ao mesmo tempo ocorrido no ano de 1838, que ao tomar Rio Pardo, os farrapos prenderam a banda imperial e o maestro Joaquim José de Medanha e o coagiram literalmente a compor o hino farroupilha, hoje Hino do Rio Grande do Sul.

O gaúcho daquela época não era um homem “livre” e altivo como apregoam os tradicionalistas, mas sim sempre esteve submetido aos caprichos e vontades do estancieiro, sempre foi um solitário miserável, apenas acompanhado pelo álcool, do jogo e da cordeona, compondo um setor social rarefeito, pouco unido, muito débil diante da elite dominante e sem consciência de classe para entender e lutar por seus interesses, o verdadeiro gaúcho se caracterizou por ter uma vida errante, dura e difícil, o que inclusive o habilitou a enfrentar as durezas da longa e árdua revolta farroupilha, ou seja, seu cotidiano nada possuiu de lúdico e idílico como muita gente pensa.

Concluo argumentando que não se justifica fazer todo um povo compartilhar de um ufanismo que só tem sentido em nível de interesses restritos. As camadas populares sempre perderam no campo de luta, desde os tempos de Cabral... Porque utilizar o nome do povo para encobrir interesses apenas de um grupo significa uma nova derrota popular, na medida em que, desse modo, impede-se que um episódio histórico sirva para a formação de uma consciência crítica. Como nossa historiografia é tipicamente positivista, então ela busca seus heróis do passado nas oligarquias é claro, e na Guerra Farroupilha existe um panteão de nomes a serem cultuados e idolatrados pelo povo gaúcho.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Proclamação da República: Um feito heróico???

Adriano Couto

No dia 15 de Novembro de 1889 caía a Monarquia e nascia a República em nosso país. Mudou a forma de governo sem revolucionar a sociedade. Foi elaborada uma nova Constituição, trocada a bandeira e a Igreja separada do Estado (graças a Deus!), porém mantendo o povo na pobreza e a elite vivendo da exploração, o que hoje não muda muito.

A República era uma monarquia disfarçada, pois não houve transformações sociais com a mudança de governo, nosso país anoiteceu monarquia e amanheceu república devido ao caráter não revolucionário da dita proclamação.

A Proclamação da República tão celebrada foi um fenômeno militar e não civil, como é de praxe da história positivista, criou-se um mito fundador com o falseamento dos fatos e heróis para criar uma nova versão para ela, como já dizia o reformador João Calvino “a cabeça do homem é uma fábrica de ídolos”.

Os republicanos confabularam um plano simplista para ganhar o apoio de alguns militares, objetivando a deposição de alguns ministros de D. Pedro II, que também não ofereceu a mínima resistência e partiu para a Europa. Sabemos que durante a “epopéia” da “Cavalgada da República” Deodoro da Fonseca estava de repouso em seu leito, tendo saído de casa pela manhã, visitando quartéis e conversando com alguns militares e depois retornou para casa, botou o pijama e foi dormir! Imaginem a cena! Chega a ser cômico...

Marechal Deodoro ao ficar sabendo que um político fora convidado pelo Imperador para formar um novo governo, decide assinar o manifesto proclamando a República que para ele deveria ser militar, para Quintino Bocaiúva, liberal e para Benjamim Constant, sociocrática.

Inspirados nos ideais franceses, fazendo coincidir o movimento do 15 de novembro de 1889 com o centenário da Revolução Francesa de 1789, repleto de disposições positivistas, foi criado um panteão cívico e a heroificação dos envolvidos no movimento.

Já que não existia uma identidade republicana, foi criada a figura de um herói personalizada! (veja só a fábrica de ídolos em ação) quem é ele? Tiradentes!!! Isso mesmo! Um herói em heroísmo, o herói republicano por excelência é contraditório, veja só, ele é o Cristo e o herói cívico, é o mártir e libertador, é o símbolo da pátria e o subversivo, em nossos livros didáticos, o nosso alferes aparece de barba, túnica, longos cabelos e com semblante contristado, isso te lembra alguém? Não seria mera coincidência? Pois é, propositalmente assemelhado a Jesus Cristo, numa espécie de Redentor da República, dando a sua vida para semear os ideais republicanos.

Se você caro leitor observar atentamente na pintura do quadro da Proclamação da República, mostra o Marechal Deodoro em seu cavalo (não é o cavalo branco de Napoleão!) com o boné erguido e com a espada levantada! Isso te lembra alguém? Dom Pedro I no quadro da Proclamação da Independência, não é mera coincidência? Mas me diga uma coisa, cadê o povo nestes quadros? Cadê os cidadãos? Não é data em que honramos os feitos heróicos da nação?

Nosso Marechal em questão tentou dar um golpe na mesma República que ele mesmo “proclamou”, censurou a imprensa, fechou o congresso e por fim renunciou.

Acho que chega por hoje não é mesmo? É muita hipocrisia, muita mentira num acontecimento só! Vamos construir uma nova história, nós que dizemos amar nosso país temos por obrigação rever os fatos e desmascarar estas farsas que até hoje foi nos imposta pelo sistema dominador positivista, abaixo a alienação e vamos nos tornar agentes transformadores de uma nova sociedade mais justa e fraterna para todos!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quem está disposto a repartir o pão?

Adriano Couto

É freqüente alguém tocar a campainha de nossa casa para pedir algum auxílio, uma peça de roupa, um litro de leite e, Às vezes aquele inevitável “pão velho”. Confesso que me sinto muito mal nesses momentos. Primeiro, porque me parece humilhante alguém ter de pedir comida para sobreviver e isto num país como o Brasil. Segundo, porque me parece algo próximo à perda da dignidade se contentar com “pão velho”. As pessoas têm o direito, antes de qualquer julgamento, de comer o pão novo de cada dia, como pedimos na oração de Jesus. E não há nenhuma lei humana, a meu ver, que possa contestar este direito humano básico fundamental para a sua sobrevivência.
O próprio Jesus entrou em conflito com os fariseus e escribas ao concordar que seus discípulos, com fome ao passar pelos campos colhessem espigas para se alimentar (Marcos 2, 23-28; Mateus 12,1-8).
Na oração do Pai Nosso, quando pedimos pelo pão de cada dia,significa que somos desafiados a lutar pelo pão nosso, o que inclui o pão de nossos vizinhos, amigos e mesmo vizinhos, a deixar o nosso comodismo e lutar por uma sociedade mais justa e fraterna em vez de ficarmos indiferentes ao sofrimento do próximo e neste ano temos a oportunidade para esta transformação, pois é ano eleitoral, os palanques estarão repletos de demagogia barata cada qual apresentado à solução mágica para os problemas sociais. Apesar de nos últimos anos nosso país ter avançado muito no aspecto social, a renda ainda é muito mal distribuída, quase toda a riqueza fica concentrada nas mãos dos poderosos, enquanto a maioria da população tem que sobreviver com migalhas. Compete a nós sermos agentes transformadores neste processo, exercendo a cidadania, votando naqueles candidatos que realmente estão comprometidos a lutar pelos menos favorecidos e não pelos interesses da burguesia. Numa canção pouco conhecida do Pr. Sílvio Meincke diz assim: “Ao rezar o Pai Nosso, amigo, oração que Cristo ensinou, você lembra o irmão sem abrigo, que na terra não achou. Do caboclo, posseiro, migrante que sem terra na vida ficou, enxotado, expulso, errante, toda a vida com terra sonhou. Se a terra pertence a Deus, como ele mesmo ensinou, reparti-la com todos os seus, do princípio ao fim desejou.”
Pense nisto! Reflita! De que maneira tu podes ser um agente transformador em tua comunidade?

sábado, 14 de agosto de 2010

Vai tchutchuca!

Adriano Couto

Em outra ocasião postei um artigo através do qual falei sobre a influência da música entre os adolescentes, fazendo um comparativo que outrora as mulheres eram chamadas de coisa mais linda, cheia de graça, atualmente são conhecidas por tchutchucas, cachorras, piranhas e etc. Esses são alguns dos rótulos que a turma do funk deu a nossas meninas. E sabe o que é pior, elas ainda obedecem aos comandos que as desmerecem. Há uma crise de identidade no meio das mulheres, pois elas já não gostam de ser chamadas de princesas, lindas, gatas e outros elogios piegas. O lance é ser chamado de vadia, popozuda, safada e outros apelidos depreciativos.

Nos bailes, o pancadão rola e os MC’s falam o que querem das mulheres. Pior, as próprias mulheres do funk não se dão o respeito. Veja só esse trecho de um funk cantado por um grupo de mulheres:

“Eu vou pro baile, eu vou pro baile
Sem, sem calcinha
Agora eu sou piranha e ninguém vai me segurar
Daquele jeito!”


Gente é exatamente isso que elas cantam. E com orgulho. A declaração soa como um grito de libertação, mas na verdade é um grito de desvalorização. Não podemos concordar que chamem nossas meninas de cachorras e etc... Precisamos assumir uma postura de defendê-las e assim gerar uma resistência aos que insistem em minimizar a mulher e torná-la um simples objeto sexual.

Não estou aqui apregoando moral, mas creio que tem que haver pelo menos o mínimo de decência, pois crianças são expostas a esta pornografia escancarada, explícita. As pessoas nem mais percebem o que ouvem e o que cantam! Perderam completamente o senso estético, ético, moral, comunitário, sem falar que estas músicas são de uma pobreza cultural sem precedentes.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ração de cachorro e o salário dos trabalhadores

Adriano Couto

A declaração do goleiro Felipe do Santos Futebol Clube, está causando polêmica, o qual via twitcam, respondendo uma provocação de um torcedor, o mesmo dispara:
Aí fera… aí… cadê… aí fera… o que eu gasto com o meu cachorro de ração é o teu salário por mês. Então não f…” Fico profundamente indignado com a arrogância e prepotência deste atleta, fico me questionando a respeito dos salários astronômicos que jogadores de futebol ganham sem o mínimo esforço para isto, enquanto milhares de trabalhadores têm de sobreviver com salário miserável para sustentar suas famílias.
Essa é a inversão de valores em nosso país! Um semi-analfabeto, que ganha rios de dinheiro para jogar futebol, não tem controle emocional e nem um mínimo de inteligência para responder a um torcedor de sue time, em contrapartida um professor para concluir seus estudos gasta muito além de suas possibilidades e não é reconhecido e nem valorizado, ganhando salários medíocres.
Não sou contra o futebol, longe disto, pois sou torcedor também, mas creio que deveriam existir leis que regulamentassem os salários dos jogadores de futebol (parece utópico), pois os mesmos em sua maioria nem chegaram a sequer concluir o ensino médio, muitos foram péssimos alunos e o pior que servem de estimulo para muitos jovens que em vez de estudarem, matam aulas para jogar futebol e como nesta profissão não é qualquer um que alcança o almejado sucesso, então muitos deles ficam por aí, desempregados e sem qualificação para o mercado de trabalho, pois trocaram a sala de aula pelas “peladas”.
Muitos desses “meninos prodígios” do futebol, são oriundos de famílias humildes, passaram pelas mais diversas privações que um ser humano pode sofrer então os mesmos, ficam vislumbrados com os holofotes, a mídia, o sucesso, a fama, dinheiro, não se tem maturidade psicológica para lidar com estas situações, por isso muitos botam tudo que ganham fora com farras, orgias ou acabam se metendo em escândalos como este, existe muitos casos que conhecemos em que atletas perderam tudo que tinham por agirem desta forma e a mídia muitas vezes é culpada por ficar enchendo a bola dessa gente que pensam que estão acima do bem e do mal.
Um trabalhador literalmente mendiga o seu pão de cada dia durante uma vida toda, aposenta-se com um salário miserável, não chega a ganhar o equivalente a 1% da renda dos “astros da bola” passando todas as necessidades possíveis enquanto um medíocre ganha milhões e esnoba as pessoas humildes. Tem que haver uma justa distribuição de renda, não são todos os jogadores que tem este tipo de comportamento, mas estes são pessoas que em nada acrescentam a nossa sociedade, é um desrespeito ao torcedor que paga caro pelo ingresso nos estádios onde muitas vezes ocorrem brigas, mortes por causa dos clubes, dos “ídolos” enquanto os jogadores nem se importam, vão para os bares encherem a cara e depositar seus milhões no banco.
É a legítima máxima que o povão fala “quem nunca comeu mel quando come se lambuza” ou será ração de cachorro???

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vivemos num estado laico e não ateu!

Adriano Couto

Hoje pela manhã olhando as notícias do portal O Galileo, li uma entrevista da candidata do PV à Presidência da República Marina Silva, onde consta sua indignação por ser “caçada” literalmente falando devido a sua profissão de fé evangélica. Marina já havia reclamado dos preconceitos que sofre por parte da sociedade por ser "evangélica" e advertiu que não se podem privar aqueles que seguem essa orientação religiosa de ter os "seus alinhamentos políticos", porque quem o fizer estará condenando a "segregação política uma comunidade que é muito importante para o país".
Marina externa sua indignação falando assim:
- Já fui discriminada por ser pobre, por ser negra, por ser mulher. Agora tenho sofrido preconceito por ser evangélica, o que é estranho. Porque, graças a Deus, eu sei que o Estado é laico. E Estado laico não é estado ateu, mas para favorecer os que crêem e os que não crêem. Do mesmo jeito que quero ter o direito de professar a minha fé, a Constituição assegura o direito de quem não tem fé nenhuma e de quem professa uma outra fé, que não é a minha, a cristã evangélica. O que não se pode privar é aos cristãos evangélicos de terem seus alinhamentos políticos. Se não, a gente vai fazer segregação política de uma comunidade que é muito importante para o nosso país.
Lembrando que neste blog não faço campanha para nenhum partido, apesar de ter minhas convicções políticas, pois recebo visitas de pessoas das mais diversas agremiações partidárias, portanto devo respeitar meus leitores e não tornar este local, um espaço tendencioso, como muitos tablóides e emissoras que vemos por aí, que tentam manipular a opinião pública.
Porque cito a candidata Marina Silva? Pois a discriminação que ela sofre por ser cristã, também sofro no âmbito acadêmico. Como o curso de história é ateu por excelência, os professores falam de tolerância religiosa, de respeitar os credos e etc, mas “caem de pau” literalmente se tem algum cristão em sala de aula, não respeitando a laicidade do Estado que garante a liberdade religiosa das pessoas.
Tempos atrás em uma aula questionei o porquê de ataques à fé cristã em sala de aula em detrimento a outras filosofias, muitas vezes engrandecendo o islã, o hinduísmo ou até mesmo pregando um ateísmo escancarado, professores levando para o lado pessoal suas convicções e as impondo em sala de aula como “dogmas”, tornando as aulas tendenciosas e manipuladoras, não respeitando o credo religioso dos presentes, pois fazer críticas a igreja como instituição tudo bem, é saudável o questionamento, mas contra a fé das pessoas, é condenável!tem outros professores e colegas que quando percebem que foram longe de mais em seus ataques preconceituosos falam assim : “Ah! Eu acredito em Deus...” esta afirmação para mim é muito subjetiva, banal e não tem sentido nenhum, pois a própria bíblia cristã diz: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.” (Tiago 2,19). Se tu queres ser ateu, cristão ou independente da confissão religiosa, tudo bem, mas vamos nos respeitar, vamos debater idéias e não pessoas, pois na mídia, nas universidades estão pregando um ateísmo escancarado, ridicularizando quem pensa diferente principalmente com quem é cristão, uma verdadeira “caça as bruxas”, não respeitando o artigo v, parágrafo VI da nossa constituição que diz assim: “ é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”